Estavam deitados sob o Sol das onze horas. Estava frio mesmo com tantas roupas pelo corpo e um campo verde os aninhando. Ele de olhos fechados, respiração calma e serena. Ela o olhando num silêncio apaixonado. Gostava tanto de observa-lo desde o dia que ganhara tamanho brilho para sua alma.
- Amor?!- Chamou ela com a voz de criança tímida que sempre adquiria ao falar sobre sentimentos com ele.
- Hmmm... - Respondeu sonolento com a voz mais grave que sempre aparecia ao falar com ela.
- Te amo - Falou com a voz ainda mais infantilizada e timidamente fraca. Sua garganta sempre teimava em se comprimir ao dizer essa frase.
Ele abriu os olhos e a olhou profundamente, não de uma maneira invasora que a fizesse desviar o olhar, mas com um calor convidativo mais forte que o próprio Sol, que a fazia sorrir e querer que tudo aquilo durasse por toda a eternidade.
- Também te amo, minha linda! - Disse lhe beijando a boca de um jeito firme e delicado, e tornou a fechar os olhos.
- Não dorme não! - Suplicou como quem pede pra não ser abandonada.
- Mas você me chamou para dormir no campo!? - Respondeu ele confuso e ainda de olhos fechados.
- Então eu retiro o convite, vamos conversar! - Falou como se fosse uma criança mimada de cinco anos.
Ele sorriu como que desiste de uma discussão muito engraçada e abriu os olhos para observá-la.
- Ok! Você quer conversar sobre o que? - Perguntou vencido.
- Não sei... - Na verdade ela não queria exatamente conversar e sim ouvir. Queria escutar a voz dele e seus pensamentos. Queria olhar seus e ver aquelas duas pintinhas na íris cor de mel. Queria observar os movimentos de sua boca, o brilho do seu cabelo, a cor da sua pele... - Não importa muito.
Ele a puxou pra mais perto do seu corpo, deitou a cabeça em seu ombro, lhe beijou o pescoço e voltou a fechar os olhos.
Ela se afastou um pouco para poder continuar a olha-lo e começou a acariciar seu rosto e cabelo.
*Estou me sentindo uma boba*
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Sob o Sol das onze horas
Postado por Pan Lenian R. S. às 20:20
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