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terça-feira, 4 de agosto de 2009

E eu me levo por ai...

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)

Essa mania minha de liberdade, de deixar voar os passarinhos, de valorizar a alma, de deixar cantar a música do amor... de onde foi que eu tirei isso? Não tenho idade para tal laço com a alma universal, não tenho mente, corpo ou coração suficiente. Não sou ligada a inocência tal qual quero parecer, não preciso de algo d'alma, quero algo do corpo e da vida. Não quero algo pleno e incerto, e sim algo estável e palpável. Ora, querer viver 50 anos em 1 não é pra mim. Não estou pronta para as aventuras celestiais, mas anseio por todas as aventuras terrenas possíveis, antes que eu morra para esta realidade.
Descobri também sobre a capacidade da razão sobre o coração, felizmente, ou não, o coração é burro e se deixa enganar facilmente, ainda mais se isso resultar na cura de feridas que o matam. Mas não sou louca em crer que a razão seja tão forte a ponto de conseguir controlar o início de um sentimeto muito forte e, as vezes, até sicero.
Sou egoista e hipócrita. Não, não estou me depreciando, pois essas duas características são encontradas em todo ser humano, inclusive em você. Desculpe-me pela sinceridade óbvia e direta, mas você há de concordar comigo se pensar bem. Mas, voltando ao assunto, sou egoista e hipócrita. Egoista porque não gosto de dividir os que tenho, no entanto, não suporto o sufoco e a prisão não consentida, dai a hipocrisia. Tenho ciúmes de todos por quem zelo e preso, não gosto de ser o centro, mas me recuso a não estar no meio "principal".
Nestes parágrafos apenas quis mostrar o quanto normal eu posso ser, porem, como alguns dizem, "são as diferenças que encantam". Não sou como qualquer um. Sou única. Porém, qualquer um o é.
Sem mais...

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